Por Edson Struminski (Du Bois)
Depois de alguns dias recebendo emails insistentes sobre resultados de um campeonato de escalada que aconteceu em Curitiba acabei me rendendo a curiosidade e, como um leigo qualquer, fui dar uma olhada em um site que mostrava informações sobre ranking, pontuações, resultados, sobre campeonatos. Juntei a isto a lembrança de campeonatos que assisti para formar um painel para este artigo.
Em um certo sentido ainda acho estranho falar em escalada esportiva e competições. Uma pessoa que escale em um setor com vias de 20 metros, participe de um campeonato de escaladas, depois abra uma via de uns 400 metros em uma montanha distante, estaria, em tese, usando os mesmos conhecimentos, técnicas, equipamentos básicos para praticar o mesmo esporte. A mim me parece que esta pessoa teria de ser totalmente “esportiva” fosse qual fosse a atividade que realizasse. Mas isto é outra discussão. Na verdade o que eu gostaria de apresentar aqui é um exercício mental, uma tentativa de apreciar os pontos em comum ou não, entre campeonatos de escalada e o montanhismo.
O montanhismo procura ser objetivo em muitos aspectos: croquis de vias, graduações de escaladas, equipamentos usados, mas nem sempre esta objetividade toda traz os resultados esperados, pois a realidade da montanha às vezes pode trazer surpresas. Existem fatores subjetivos muito fortes na montanha: altitude, temperatura, luminosidade, umidade, que mudam as condições de uma escalada.
Em uma competição, qualquer uma na verdade, a tendência é que os fatores ambientais sejam minimizados ao máximo, para proporcionar condições iguais e uma justa chance a todos os competidores, daí a tendência atual de se realizar competições em ginásios de escalada e não em ambientes abertos e menos ainda em naturais. Paradoxalmente, então, as competições feitas em montanha tem menos valor que aquelas feitas em ambientes construídos, internos.
O site que eu visitei, como qualquer outro do gênero sugere, aliás, bastante objetividade. Mostra tabelas com nomes de pessoas e números que indicam pontuações, para que os curiosos possam conferir a competitividade das pessoas e, imagino eu, talvez apostar, como nas corridas de cavalos ou nos campeonatos de futebol, em quem vai chegar em primeiro lugar.
Mas esta objetividade toda às vezes tropeça em fatos menos evidentes e que não dizem respeito a questões ambientais. Algumas categorias, por exemplo, tem tão poucos competidores, tres, dois ou mesmo um só, que ganhar uma colocação nestas categorias parece significar pouca coisa, até mesmo apenas uma mentira, um vazio. Também em alguns casos a diferença entre o primeiro da lista e segundo, ou o último pode ser de dezenas, ou mesmo centenas de pontos. Em que medida, eu me perguntei, esta diferença tão grande representa uma competição verdadeira ou apenas a consagração daqueles que já são bons no assunto?
Nos campeonatos que tive a oportunidade de assistir, o que me chamou sempre a atenção foi uma certa e permanente tensão no ar. Os competidores, atores principais destes eventos, estão buscando a ascensão não só à via, mas também aos pontos mais altos do pódio. Com isto eles não podem ser “amigos”, “solidários” ou “cooperativos”, pelo menos não no mesmo sentido que estas mesmas pessoas seriam, no caso hipotético de se encontrarem em uma mesma cordada na montanha.
Aliás, não sei se todos os leitores repararam, curiosamente este também é um importante ponto de distanciamento entre a forma tradicional de escalada, com cordadas independentes mas com indivíduos interdependentes e a escalada em campeonatos, onde apenas o indivíduo, o competidor escala, o “segundo” não é segundo de cordada, não escala, é apenas uma pessoa que segura a corda para evitar uma queda. Com isto, o competidor, mesmo não escalando em solitário experimenta uma angustiante solidão. Não pode receber mais do que protocolares estímulos do seu assegurador, sob pena de ser suspeito de estar procurando obter informação desautorizadas.
O site mostra ainda uma lista com “route setters”, denominação em inglês que eu penso que deve ser utilizada em substituição à designação menos elegante (em português), “abridor de via”, que uma livre tradução designa o que estas pessoas devem fazer: facilitar as coisas para que o campeonato aconteça, ou seja, como no caso da sardinha, que necessita de um abridor de latas para ser consumida, um campeonato necessita de um abridor de vias para ser consumado.
Porém, é bobagem imaginar que estou sendo preconceituoso com esta função dentro dos campeonatos. Em um certo sentido, a função desta pessoa me lembra o respeitável papel do montanhista que abre uma rota em uma parede. Ambos fazem algo novo, mas as semelhanças acabam aí. Um montanhista quase sempre terá prazer e interesse em mostrar o resultado do seu trabalho aos demais montanhistas, indicando dificuldades ou facilidades, tendo a obrigação de ser honesto com os demais montanhistas. Sobretudo um montanhista que abre uma via tem de ser solidário com os escaladores que desejem fazer esta via. É isto que o torna inserido em uma comunidade.
Infelizmente me parece que este é exatamente o papel inverso a ser realizado pelo route setter. Seu trabalho deve ficar mascarado, escondido dos demais, em segredo. Se ele respondesse perguntas com honestidade ou fosse solidário, a estrutura do campeonato estaria comprometida. Na montanha, por exemplo, esta postura poderia ser considerada antiética. Mas em um campeonato, se a posição dele fosse questionada, em uma situação extrema ele poderia ser acusado de corrupto ou carrasco dos demais. Reconheço, com isto, que um route setter tem de ser muito íntegro, mas sua função é bastante solitária e, em certa medida ingrata, não o invejo nem um pouco.
Finalmente, também a plateia parece ter um papel estranho nestes eventos, como, aliás, em qualquer competição. Ela compartilha da tensão do ambiente, pois sempre parece estar esperando algo “anormal”: uma queda, uma quebra de tempo, algo que eu imagino, proporcione um “plus” a uma atividade da qual ela não está envolvida fisicamente, pelo menos não no mesmo nível dos competidores. Talvez daí a estranha e perturbadora constatação de Umberto Eco (1), de que as competições, em uma época em que a mídia transmite tudo a tempo real, poderiam ser realizadas não para uma plateia real e sim para uma virtual. Atores poderiam substituir atletas encenando competições para os veículos de comunicação. Esta é a opinião de Umberto Eco, lembrem-se.
Competições existem desde que algumas civilizações se refinaram e passaram a usar parte do tempo livre dos seus cidadãos para atividades de lazer. O formato tradicional “que o melhor vença” tem sido a forma comum, a conformação, desde então, aplicada a corrida de bigas, salto com varas, competições gastronômicas ou campeonatos de escalada. É algo inerente ao ser humano, dizem, mas o conformismo é, segundo Hannah Arendt (2), um dos pilares que a civilização moderna adotou para evitar qualquer energia contestadora, modificadora, aquela, aliás, que é própria dos jovens. Paradoxalmente, a competitividade torna os jovens mais conformados.
Pode-se afirmar que as competições aumentam o nível técnico da escalada, o que é verdade, mas mesmo sendo, em essência, cooperativo e não exatamente competitivo, o fato é que o montanhismo tem objetivos próprios e motivações e que o nível das escaladas aumenta por conta destas motivações, pois alta performance é exigida em qualquer das duas atividades.
Leituras:
(1) Umberto Eco: Viagem à irrealidade cotidiana
(2) Hannah Arendt: A condição humana
Dubois…
Respeito muito sua opinião, mas creio que há muitos anos vc não deve assistir a um campeonato de escalada. Falar dogmas sem deter a experiência é um dos maiores erros dos catedráticos professores. Em outras palavras, a teoria sem a prática é um imenso vazio de palavras…
Na teoria, os atletas deveriam competir ao extremo. Na prática, vi a Janine Cardoso, campeã inúmeras vezes, muito triste pelo fato da Ana, a segundo lugar, cair precocemente na via da super final do último campeonato.
Na teoria, um competidor jamais ajudaria ao outro. Na prática, quando as vias são abertas, um auxilia o outro na interpretação dessa ou daquela agarra e dos pontos mais difíceis da via.
Na teoria, o público deveria esperar uma queda de um escalador. Na prática, o público torce para que os escaladores consigam superar o desafio, consigam chegar ao final da via, provando q o limite ainda é além!
Sugiro q vc assista o próximo campeonato brasileiro… Talvez a experiência em apenas participar como mero espectador seja suficiente para que as teses teóricas sejam redefinidas… Ainda q mentalmente…
Sinceramente? Acredito muito que a escalada de competição, fechada em ginásios, se aproxima muito mais do q imagina da escalada na montanha, com o vento batendo na cara… A diferença é q no ginásio se premia o que escalou melhor.
Abrazos!
De fato Hilton, talvez catedráticos como Humberto Eco e Hannah Arendt não conheçam campeonatos de escalada, mas eles falam de temas que são os axiomas do meu texto: objetividade e conformismo. Nestes casos, as questões individuais ficam mascaradas pois uma competição é um evento social, cuja análise foi melhor feita por Umberto Eco no livro que eu sugeri.
Tanto eles, que são professores, como eu, sugerem o “pensando sobre” justamente por acreditar que dogmas tem de ser superados. A melhor ferramenta para isto, penso eu, são hoje espaços democráticos na internet, como blogs e listas de discussão, que apresentam textos e ideias para serem justamente pensadas e discutidas.
Curiosamente você reforçou o principal dogma da competição, a forma comum, quando afirmou que se “premia o que escalou melhor”, significa, então que tanto faz se eu assistir o próximo campeonato de escalada ou não. O dogma continua aí vivão.
Em uma escalada em montanha, se a escaladora Ana caísse precocemente, provavelmente ela poderia tentar quantas vezes quisesse até fazer a via, ou poderia ceder a ponta da corda à escaladora Janine, que poderia cair ou não. As escaladoras poderiam se auxiliar ou mesmo tentar outro dia. Não haveria exatamente tristeza nisto, não haveria segundo lugar. Não haveria necessariamente uma escaladora melhor. As duas seriam igualmente ótimas pelo conjunto do que fariam, pelas suas diferenças.
Competições criam critérios objetivos padrões e premiam estes critérios. Então premiam quem atende, naquele momento, todos os critérios. Vestibular, concursos de beleza, campeonatos esportivos. Se o público, competidores, etc, ainda adota valores subjetivos, melhor para ele. É exatamente o valor deste pensamento não conformista que eu proponho que seja pensado.
Du Bois
Parabenizo desde já o artigo!
Acredito que estas observações são importantes para nutrir nossos pensamentos e principalmente para refletir quanto a euforia de uma qualificação, sem mesmo considerar o fator individualidade ou então conformismo.
Compreendo que a competitividade pode até ser sadia desde que seja compreendida no âmbito da humanização e sociabilização, mas jamais deve ser entendida como algo tão objetivo que exija apenas uma performace instantânea e não holística ou de maior complexidade sócio-ambiental.
Concordo que a motivação do montanhismo proporciona uma performace inigualável, afinal transcende o fator físico-emocional…ele expande sua capacidade de pensar e refletir!
abraço
Este debate é interessante pelo fato de que as federações e instituições de montanhismo vem gastando quantidade crescente de esforços e recursos em campeonatos de escalada como uma vertente do montanhismo.
Porém se, como eu argumentei, um campeonato de escalada não é exatamente um reflexo do montanhismo, talvez devêssemos então, virar o espelho em direção aos esportes de competição extrema, conforme o termo sugerido pelo Hilton, ou competições altamente objetivas, como diz Vinicius e verificar se nestas condições o montanhismo, ou mesmo as federações, clubes, etc, ganharão com elas.
A princípio pode-se dizer que sim: maior visibilidade, profissionalismo, patrocínios. Talvez parte dos recursos circulantes no mundo dos campeonatos possa derivar para as federações e ser aplicado nas montanhas. Talvez.
Porém, o que é certo é que, conforme podemos ver da experiência dos esportes olímpicos e profissionais, junto com os benefícios localizados das competições extremas, surgem problemas também extremos: doping, drogas, estrelismo, favorecimento de atletas, corrupção de juízes, ingerências políticas avessas aos esportes.
Então esta é uma pergunta em aberto: os campeonatos de escalada realmente favorecem o montanhismo? Será que eles não deveriam circular em um meio à parte do montanhismo?
Penso que estas perguntas ainda não tem respostas.
Du Bois
Du Bois,
Seu post mais recente reflete muito bem o dilema que enfrentamos nas Federações. Independentemente do componente econômico/financeiro (obviamente favorável às competições quando comparadas com as atividades do montanhismo tradicional), as competições trazem maior visibilidade para a escalada, tanto junto ao público leigo quanto às “autoridades” e políticos de forma geral. Também temos certos locais em que a escalada esportiva/de competição predomina fortemente e fica difícil para a CBME, por exemplo, deixar órfãos esses escaladores, que um dia poderão também querer subir uma montanha. Esta última observação tem sido sempre meu argumento para continuar abarcando as duas tendências dentro das Federações no Brasil.
No plano internacional a divisão já foi estabelecida, hoje existem duas federações internacionais que tratam de escalada, a UIAA e a IFSC (International Federation of Sport Climbing), que surgiu a partir de uma dissidência interna na UIAA. Várias Federações internacionais optaram por se filiarem apenas à IFSC, o que, a meu ver, enfraqueceu o papel político da UIAA no cenário mundial.
Enfim, continuamos acompanhando e observando as tendências, visando sempre o crescimento, em volume e em qualidade, do movimento de institucionalização do montanhismo no Brasil.
Oi Dubois,
A escalada e o montanhismo é muito eclética. Campeonatos é a manifestação mais esportiva da escalada. Entretanto isso não significa que as pessoas que competem não possam se identificar com a parte cultural do montanhismo.
No fundo, a competição não passa de uma fase da vida de um escalador, logo ele já não terá mais a mesma performance fisica e, se não desanimar, continuará com suas escaladas da maneira mais natural. Está sendo assim para grandes nomes da escalada nacional, como a própria Janine, que cada vez mais está se aprofundando na escalada tradicional.
Olha Du Bois, vou deixar este link, com um texto interessante que escrevi no começo deste ano:
http://www.pedrohauck.net/2009/02/qual-e-o-papel-de-um-clube-na-escalada.html
Du Bois
Muito boa sua colocação sobre o que é escalada e competição, eu particularmente ando na contra-mão das competições pois quando escalo com alguém que esta habituado a competir, não sinto aquele verdadeiro espírito de parceria e de montanhista, prefiro como era a 15 anos atrás…….poucos escaladores mas muitos montanhistas!!!
Já que estamos falando nisso aqui e o teu blog que é bem visitado gostaria de deixar um desafio aos donos de ginásios de escalada!!
Poderíamos fazer uma parede ecologicamente correta?
Utilizar chapas com madeira de reflorestamento?
Os caibros são de eucalipto de reflorestamento?
Utilizar tinta a base de água ou nem utilizar tinta?
Fazer o tatame de pneus picados?
Termos um sistema de coleta de água para banheiros e para pias?
O lixo é reciclado?
As lâmpadas são econômicas?
A geladeira e classe “A”
Enfim treinar e preciso competir vai de cada um, mas fazer um mundo melhor é papel de todos..
Abç sapo
Olá, adorei o texto!!
participei de campeonatos durante 3 anos, o primeiro ano, 2006 fiquei em terceiro no catarinense.. consegui apoio da snake, da loja em que trabalhava, e vi muitas marcas de olho no meu “potencial” no segundo ano fiquei em primeiro. e no terceiro em segundo pois faltei uma etapa para escalar em rocha. No ano seguinte me lancei no universo do montanhismo e parti de casa com mochila nas costas… escalei em São Bento do sapucaí, guiei vias como marvada.. escalei vias lindissimas em todo o complexo, fiz a ermitões nos marins, escalei em aiuruoca, andradas, salinas, conheci lugares, participei de eventos e organizações das comunidades entorno.. continuo a minha jornada agora no Rio, e tenho constatado coisas tristes, que me decepcionaram.
Primeiro foi de ter lido o fato de que não há escaladoras em santa catarina.. só por que não houve participação feminina em campeonatos… e não respondemos “O CENSO”.. as marcas que me “ajudavam” nunca mais deram sinal de vida… realmente é como se só existisse aquilo ali.
onde moro agora, houve um poblema com lixo no setor de escalada. na pedra do elefante..fato triste ocasionado por frequentadores de academias.. como já descobrimos.
o meu fio de esperança está sendo a academia do gláucio que comecei a frequentar em petropolis para ver como “anda” o desenvolvimento da escalada indoor e como estão os nossos futuros “montanhistas”.
fiquei impressionada. No final de semana anterior o glaucio levou 4 alunos de 15, 16 anos para o dedo de deus.. outro aluno me levou na varanda e me apresentou todas as montanhas da serra… sem nunca ter escalado uma via na rocha… a menina (grande futura escaladora) ouvia de olhos brilhandos os meus relatos de viagens e escaladas,
acompanhada do pai. que queria leva-la pra conhecer itatiaia. minha vontade é de colocar todos nas minhas costas e leva los para conhecer tanta coisa.. (e olha que não tenho nem equipamentos suficiente para mim).
Sinto que ainda tem esperança, sabe, e sinto que mais do que nunca é nesses lugares que os montanhistas de alma devem estar.. pra tentar salvar ainda um pouquinho do espirito que resta. indiferente se é numa ong, num clube.. academia ou numa escola pública. seria muito bom se isso acontecesse na base da montanha. mas.. até eles chegarem lá… o caminho é longo.
grande abraço dubois. gosto do seu astral e dos seus textos.
Como mantenedor deste blog eu me sinto bastante lisonjeado quando percebo que toco em um assunto no qual as pessoas podem contribuir livre e inteligentemente, sem preconceitos ou tabus.
Me parece que este é o caso atual. Lendo os textos que as diferentes pessoas postaram aqui no blog, está sendo possível ter um painel mais claro do universo da escalada competitiva.
Silvério foi muito esclarecedor ao explicar o dilema que existe hoje no mundo da competição ao nível das federações. Este dilema passa desde aspectos da organização, aos ambientais, como bem lembrou Sapo.
Tanto Silverio quanto Pedro sugerem que passada a fase da competição o escalador perde a performance ou fica órfão.
Também como sugere Pedro, a competição pode, de fato, ser uma fase na vida de um escalador. É o aconteceu na vida de Luciana. Porém, como podemos ver, no relato apaixonado dela, temos uma escaladora que deixou de ser reconhecida no mundo da competição porque a montanha chamou mais forte e não porque ela começou a escalar menos. Ela simplesmente parece não ter ficado “conformada”, com o modelo imposto pela competição. Particularmente penso que o mundo da escalada desportiva já fornece este ingresso aos escaladores de alta performance, independente da competição.
Fica mais ou menos claro, nas leituras dos comentários do pessoal que o mundo das competições é menos glamoroso do que aparenta à primeira vista e, em certo sentido, conflituoso com o mundo da montanha. Me parece que a objetividade da competição é favorecida pela regularidade, mas não necessariamente favorece a criatividade, matéria prima do montanhismo.
Penso que o dilema que Silverio nos apresenta: manter ou não as competições ligadas às federações de montanhismo, terá de ser enfrentado em breve. Terão de ser bem pesadas as vantagens e desvantagens de serem mantidas duas atividades, até certo ponto conflitantes, debaixo do mesmo teto.
Du Bois
Oi Du Bois,
Uma interesante abordagem do paradigma do Mito Moderno da Natureza intocada: http://www.altamontanha.com/colunas.asp?NewsID=1894